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sábado, 24 de maio de 2008

Sejamos inteiramente anormais...


Um dia fui gente, outro bicho...
Cantei de alegria, solucei de espanto.
Vi casas velhas na rua, admirei edifícios no alto do morro.
Sondei o sono dos fortes, abri os olhos dos que não tinham forças.

O que mais prezo não são as pessoas e sim, como elas estão agora.
Tudo que sei é que ninguém é, apenas está.
Não digo mais que não sei, somente que ainda vou entender.
Falam-me da paz do canto dos pássaros, eu digo, será que eles se sentem em paz cantando ao lado de uma construção, onde antes eram árvores, onde antes, era a sua moradia.

Quero me encher de dúvidas, quero gritar que a vida me ensina e que a morte me espera.
Se parece estranho louvar os diversos, que sejamos inteiramente anormais.